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Um lindo dia de cerimônia na praia de Juqueí para celebrar o amor pela vida – Daniela & Otávio

Ahhh, se o post de hoje fosse sobre jogos, o amor ia levar TODOS os pontos, de lavada! Brincadeiras à parte, esse foi uma das historias de amor que passou pelo blog mais difíceis de contar para vocês. A redação inteira do Lápis não conseguia conter as lágrimas ao preparar o material.

Foi muito difícil não se colocar no lugar da Daniela e por isso vivemos todas as suas emoções junto com seu relato, não deu para evitar nos colocarmos em seu lugar. Que mulher, que exemplo de vida!

A Daniela ficou tetraplégica em um acidente de carro aos 23 anos. Enfrentou um longo processo de reabilitação e chegou a pensar em se suicidar e colocar um ponto final em sua vida. Retornou à faculdade, se tornou a primeira cadeirante a se formar em medicina no Brasil e, ainda na universidade, conheceu Otávio. Juntos há uma década, decidiram formalizar a união neste ano e ela até fez uma surpresa para ele: foi se juntar ao amor de sua vida com sua cadeira na posição vertical para dizer SIM olhando em seus olhos.

Organizar o casamento não foi só alegria: ela encontrou muitos empecilhos, mas no fim deu tudo certo. O casamento clean e colorido teve identidade visual, convites, lembrancinhas da Papel e Estilo . A Daniela queria um ambiente alegre e por isso a paleta de cores girou em torno de rosa, amarelo e laranja.

Daniela e Otávio, juntos e cotidianamente encarando um bocado de coisas, provando um para o outro – e para TODOS nós- que o amor vale a pena! Hora de conhecer a história deles…

 

 

Um Dia na Vida da Daniela em que Tudo Mudou…

A Daniela é filha de um neurocirurgião e sua mãe é dentista. Desde pequena acompanhava seu pai nas visitas a pacientes e adorava o ambiente da clínica da família e desde pequena. Naturalmente, ela sempre quis ser médica. Se mudou para o interior para estudar medicina e foi morar em uma república com duas amigas. “Sempre ativa, era boa aluna e não perdia uma farra. Também fazia parte da atlética e jogava handball pela universidade. Estava no auge de uma vida privilegiada, vivendo fora da casa dos pais, sem responsabilidade de ganhar dinheiro, sendo bancada apenas para estudar. Até que em abril de 2006 tudo mudou.”

No final de bimestre a Daniela e suas companheiras de república foram numa cervejada para comemorar o fim dos exames e depois ela foi convidada para um lanche. Ela foi no carro de uma das pessoas da turma. Por algum motivo, ela deixou de colocar o cinto de segurança. E foi ai que sua história mudou para sempre. “No cruzamento, um calouro que havia saído bêbado em altíssima velocidade no farol vermelho, atingiu o carro em que eu estava. O choque lateral me pegou, quebrei o pescoço e por dois centímetros não morri na hora.”

A lesão medular em razão da fratura a fez perder os movimentos imediatamente. Foi seu pai quem a atendeu e soube na hora que ela precisava ser removida com máxima urgência para um local com melhor infraestrutura. Na manhã seguinte a Daniela foi removida, em estado gravíssimo, onde a colocaram em coma induzido.

Uma semana mais tarde, já acordada, embora percebesse o cenário e soubesse que estava tetraplégica, ela não tinha absorvido a ideia. “Porque na hora da batida, lembro de não respirar direito. Mas sentia meus braços e pernas, enviava comandos. Só não realizava que meus músculos não me obedeciam.”

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A Designer que Enxergou a Daniela

Neste ano os dois completaram uma década juntos e queriam comemorar. Não foi de imediato que decidiram por uma celebração em moldes mais formais.

“Ao longo dos preparativos, uma nova surpresa desagradável jogou na minha cara o quanto ainda estamos longe de ser uma sociedade inclusiva.” Como toda noiva, a Daniela queria um vestido especial para o dia do seu casamento. A principio isso não parecia difícil vivendo em São Paulo, onde existem tantos ateliês. A assessora passou uma lista para a Daniela, que começou a ligar para alguns deles. Ninguém quis atendê-la. As justificativas eram variadas, mas sempre vinham a partir do momento em que ela explicava que era cadeirante. “Resolvi fazer uma última tentativa incentivada pela assessora. Cheguei à Emannuelle Junqueira, que não somente aceitou, como preparou uma superestrutura para me receber e criar o vestido com que me casei.”

A Daniela sabe que a Emannuelle nunca fez um modelo para uma noiva como ela. Mas a designer se dispôs a tentar, a aprender junto. A Daniela tristemente percebe em nossa sociedade um profundo desconhecimento de quais são as necessidades de alguém cadeirante. E, mais além, uma falta de interesse em saber. “Um dos ateliês para onde liguei me disse que não me receberia por não ter banheiro adaptado, sem ao menos questionar se eu preciso disso. Eu nem uso banheiro!”

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“Fiquei três meses internada. Os amigos prepararam um mural para enfeitar meu quarto e era tanta gente para os poucos minutos de visita que alguns nem passavam da sala de espera. Tudo o que eu queria era sair logo para iniciar as fisioterapias e voltar a andar.” Chegar em casa foi um novo baque para toda a família que precisou se adaptar para uma nova rotina. Para a Daniela, houve ainda o choque psicológico. Ela sentia raiva de tudo. Os amigos continuavam indo em casa, mas sempre de passagem, como se ela ainda fosse uma doente em recuperação. “A primeira vez que senti a exclusão na pele foi em um fim de tarde, quando a sala do meu apartamento estava cheia, mas eu me sentia mais solitária que nunca. Me refugiei em meu quarto e lá fiquei. Ninguém notou.”

Com o passar do tempo, a Daniela percebeu que os tratamentos e fisioterapias não teriam o resultado que ela esperava, e isso a deprimia cada vez mais. Ela chegou a chamar seu pai para dizer que não conseguia mais e pedir que, como médico, a ajudasse a dar um fim naquela vida. “Olhando bem fundo nos meus olhos, ele pediu que tentássemos mais um pouco: “Se não conseguirmos, vamos eu e você”. Me emociono até hoje ao lembrar dessas palavras. Ao escutá-las, decidi parar de querer morrer.”

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Uma Superação por Dia

A Daniela se mudou para Brasília para uma temporada de quatro meses de tratamento integral no hospital Sarah Kubitscheck para aprender sobre como seria a vida em uma cadeira de rodas. “Seguindo com os esforços para me proporcionar uma vida inclusiva e para fazer com que eu retomasse minha autonomia dentro das possibilidades, em dezembro daquele ano, meu pai propôs que eu voltasse para a faculdade.”

Ele insistiu que aquele era seu sonho e a sua cabeça estava boa, no resto daría-se um jeito. A universidade não facilitou por entender que a Daniela não poderia ser médica na sua condição e então a família entrou na justiça. No ano seguinte ao acidente, ela voltou a frequentar as aulas. Foi morar na mesma república, com as mesmas amigas, que tinham preservado seu quarto intacto para o dia em que ela pudesse voltar. “Cheguei lá com uma cabeça completamente descolada da realidade do meu corpo. Queria dançar nas festas e sofria.”

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E Quando a Daniela Menos Esperava…o Amor!

“No quinto ano, fui à festa realizada pela turma com quem comecei a estudar. Neste dia conheci o Otávio, amigo de um colega, que morava em Taubaté. Quando se aproximou, achei que estivesse interessado na amiga que estava comigo.” Acabaram passando a noite toda conversando e ficaram. Ele a levou de volta para casa e tudo naquela noite foi mágico. “Até o jeito dele me colocar no carro – coisa que nunca deixava ninguém fazer sozinho, ainda mais alguém que desconhecia as formas de me pegar – fez parecer que nos conhecíamos há anos.”

Seguiram apaixonados e, depois de uns dias, o Otávio a pediu em namoro. A Daniela disse não. “Tínhamos a mesma idade, ele era um gato, eu vivia com uma funcionária dormindo no meu quarto… não fazia sentido.” Mas Otávio disse que nunca viu uma cadeira de rodas, mas a mulher por quem ele tinha se apaixonado à primeira vista. Quando começaram a sair, ela pensava o quanto o Otávio não iria sentir falta de um abraço, imagina então de sexo como ele deveria estar acostumado! Na prática nada disso fez a menor diferença! “Nunca mais nos largamos. E tenho uma vida sexual normal. Fica difícil dizer se sinto o que sinto por causa da alteração de sensibilidade ou se os motivos são nossa química, nossa parceria e nosso amor.”

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Te Amo, Casa Comigo?

Quando a Daniela se formou, decidiu voltar para São Paulo, onde faria uma especialização em medicina do trabalho. O Otávio foi com ela. Logo arrumou emprego em uma grande companhia de call center. Hoje trabalha em uma multinacional alemã. Em todo esse caminho, Otávio esteve junto, num relacionamento lindo que, como qualquer outro, teve fases, mas nunca por sua condição. Como foi tudo tão bom e natural, nem chegaram a se casar formalmente. Até que há cerca de dois anos, fizeram uma viagem com o irmão, cunhada e sobrinha da Daniela para Barcelona. Num dia lindo de sol, estavam no famoso bairro gótico, visitando a feira de antiguidades, que fica quase em frente à maravilhosa Catedral Gótica. “Otávio sumiu, como costuma fazer em viagens para filmar lugares, fotografar. De repente apareceu na minha frente e, sem dizer uma palavra, se ajoelhou. Ao som dos violinos que músicos de rua tocavam nas escadarias da catedral, me pediu em casamento.”

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Por uma Sociedade mais Inclusiva

“Por fim, é preciso olhar de verdade para o lado. Porque as pessoas olham, mas muitas vezes não enxergam a diferença, o fato de inclusão ser realmente um assunto urgente. Hoje tenho absoluta certeza de que uma sociedade mais inclusiva só não será possível se continuarmos seguindo essa nossa cultura de que quem é diferente não cabe em todas as situações. Precisa haver disposição para as questões simples e também para as necessidades mais profundas. É um exercício que fiz e faço comigo mesma quando me pergunto o que mudou em mim, daquela pessoa que queria morrer para a que está se casando este ano. Penso que mudou a forma de enxergar as coisas e a certeza de que é possível, de que esta sociedade e este mundo podem sim ser para todos.”

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Fornecedores

Identidade Visual, Convites, Lembrancinhas: Papel e Estilo | Site de Casamento: iCasei | Local da Cerimônia, Recepção: Juqy Beach House | Vestido, Acessório de Cabelo da Noiva: Emannuelle Junqueira | Beleza da noiva: Jeferson Ribeiro | Traje do Noivo, Gravata do Noivo e Padrinhos: Ricardo Almeida | Decoração, Flores, Mobiliário, Buquê da Noiva, Lapelas do noivo e padrinhos: Carolina Tartaglia | Celebrante: amigo e Felipe Grytz | Bem Casados: Ana Cristina | Buffet: Vanzetto | Bar: Conceito bar | DJ e Banda: Monte Cristo e Jonas Rosio | Iluminação, Sonorização: TF eventos | Fotografia: Diogo Massarelli | Vídeo: Line filmes | Assessoria: Paula Rauch casamento na praia | Sorvete: Rochinha | Cobertura: Ramos

Gente que ama o que faz

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